Blog do Quinca

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quem Acredita Sempre Alcança…



                     As Vezes demora um pouco, a ponto de acharmos que não mais virá, mas quando vem é mágico… Tudo na vida tem seu tempo, e este tempo não pertence a nós, mas certamente alcançamos aquilo que nós precisamos. O que nos falta, ainda, é aceitar que nem tudo que buscamos é uma necessidade para nossa vida, e que existe Alguém pronto para nos dar aquilo que precisamos, nem a mais, nem a menos… É esse dicernimento entre as coisas que precisamos e as coisas que queremos que falta a cada um de nós.

                    Existem momentos em que nos encontramos perdidos… Vejam a complexidade exposta nesta antítese… Se conseguimos parar e analisar que estamos perdidos, isso é um sinal de que nos encontramos. Ora… Se ninguém deseja estar perdido, quando nos vemos nessa situação é que vislumbramos um mundo diferente. Talvez queiramos o mesmo mundo que conhecemos anteriormente, a nossa zona de conforto. Talvez passamos a buscar um mundo novo, diverso de tudo que fizemos um dia. De qualquer forma, o que nós realmente queremos é estar fora daquela situação.

                    O que me faz sentir seguro? Para muitos é a famosa zona de conforto, enquanto para outros segurança tem a ver com liberdade. O que podemos dizer que é comum a todos é o fato de sempre alcançarmos aquilo em que temos fé. Não se alcança o apartamento em Paris, mas a morada Naquele que nos proporciona o mesmo conforto e a segurança de um lar. Isso significa dizer que o tempo das coisas, bem como suas necessidades, é administrado por quem realmente entende de tempo e de necessidade, não competindo a nós determinar quando queremos algo e se aquilo é realmente importante.

                    “Quem acredita sempre alcança…” Esta frase não significa que vamos ter tudo o que queremos, sendo este o entendimento de muitos daqueles que vivem frustrados. Esta frase traduz que se cremos em algo, isto vai se solidificar na medida de nossas ações, mas ao tempo de Deus, não ao nosso tempo. Precisamos buscar… Trabalhar para disponibilizar meios para que as coisas aconteçam, mas não podemos esquecer que nos será dado aquilo que precisamos, somado aquilo que buscarmos… Nem a mais, nem a menos!


Este texto do Amado Nervo, poeta mexicano, traduz em versos o que tentei dizer aqui. O poema, somado à música do Renato Russo, dizem muito sobre algo que não gostamos de aceitar. Falam sobre futuro...


                         EM PAZ – Amado Nervo                                               Mais Uma Vez – Legião Urbana
Próximo do meu acaso eu te agradeço vida.
Porque nunca me deste uma esperança falida,
Ou injustos trabalhos ou pena imerecida.
Pois vejo ao final do meu árduo trajeto
Que do meu destino fui eu mesmo o arquiteto.
E que se mel ou fel nas coisas achei
Foi porque nelas o mel ou o fel eu deixei.
Sempre colhi rosas onde rosas eu plantei.
Certamente, foi muito longo o inverno.
Não me disseste, porém, que maio era eterno.
Achei duras demais as noites de minhas penas,
Mas não me prometeste apenas noites boas.
E em troca tive outras santamente serenas...
Amei, fui amado e o sol acariciou minha face.
Vida, nada me deves! Vida, estamos Em Paz!

Confira o texto original
aqui.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A CPMF Acabou... Foi Bom pra Você???



Na cabeça de muitos Brasileiros esse é um assunto ultrapassado, mas foi uma matéria de Marcos Cintra no portal do Terra (Confira na íntegra clicando aqui) que me chamou a atenção e me fez refletir sobre os reais efeitos dessa conquista da base oposicionista ao governo Lula.

                    Acho que uma das notícias mais comemoradas no final do ano de 2007 foi a extinção da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, popularmente chamada de CPMF. Foram longos 13 anos de existência, se incluirmos nesse tempo o IPMF e o IOF, além de desconsiderarmos os períodos em que ela não produziu efeitos. A CPMF foi extinta de nosso arcabouço tributário após a infrutífera tentativa de prorrogação por parte do governo, sendo recusada no Senado Federal em Dezembro de 2007.

                    Contudo, mesmo sabendo da má administração do dinheiro público, bem como da total falta de critérios e transparência na distribuição do que se arrecadava com a CPMF, indago-me se foi mesmo a melhor decisão a ser feita. É evidente que o país arrecada muito, merecendo o posto de segundo país com maior carga tributária no mundo, principalmente quando vemos medidas contraditórias ao que se defendia em prol da continuidade da CPMF. Refiro-me às diversas isenções e diminuições tributárias assumidas pelo governo, pouco tempo após a extinção da contribuição e diante de uma crise de propoções internacionais.

                    Entretanto, eliminaram a CPMF mas liberaram 20% de toda arrecadação de tributos, constitucionalmente prevista, para aplicação sem destinação específica. Algo me parece não cheirar muito bem... É indiscutível que a carga tributária no Brasil deve ser diminuída, sendo inclusive plataforma de campanha de um Presidenciável (Que na minha opinião é só mais uma das infinitas promessas de campanha), mas será que foi essa a melhor medida? Mais de dois anos se passaram e não percebi mudanças no que estamos entregando ao governo. A CPMF, pelo menos, era de fácil contabilização e não escolhia ricos ou pobres. Era igual para todos.

                    Mas a pergunta que não quer calar é:

Será mesmo que o fim da CPMF favoreceu os Brasileiros?

                    Deixo a vocês esta pergunta como forma de reflexão, pois no dia-a-dia nos deparamos com diversas medidas que, ao primeiro olhar, nos parecem fantásticas, e até mesmo uma forma de dizer ao governo que não somos tão tontos, mas ao olharmos com uma ótica mais atenta e apurada veremos que, talvez, esta esmola foi boa demais para não desconfiarmos.

                    Acredito que a proposta apresentada por Marcos Cintra, juntamente com a proposta de redução das cargas tributárias em todas as esferas, seja realmente a melhor opção, mesmo economia não sendo meu ponto forte. No caso proposto pelo economista, é nítido que a melhor opção é a redução dos impostos aplicados às empresas, pois isso geraria mais empregos, mais negócios e melhor distribuição de renda, por outro lado aceitar uma contribuição incidente sobre tudo o que movimentamos nas instituições financeiras é desanimador, a menos que nosso país venha a ser melhor administrado, com real aplicação do dinheiro público, não em campanhas com finalidade exclusivamente eleitoreiras, mas com projetos que verdadeiramente atendam as necessidades do povo brasileiro, que hoje não tem onde morar, passa fome, morre sem atendimento médico e ainda por cima não tem onde trabalhar.

                    Pois é... Acho que fui longe demais nesse último parágrafo, né!? Tudo bem que a esperança é a última que morre, mas daí a acreditar que existam políticos honestos e comprometidos com as causas da população... É Utopia demais para um jovem estudante de Direito...