Blog do Quinca

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Filosofias Desvairadas... Parte 1

2DEZ-E~1

                    Uma noite dessas, antes de pegar no sono, inclinei-me a analisar o mundo de hoje, o mundo de sempre... São as mesmas farinhas de um saco só, são os mesmos circos com lonas diferentes, mas ainda são circos. Os palhaços somos nós, e são os outros, só que vestidos de médico, engenheiro, advogado, político, etc.. Fico frustrado quando vejo pessoas debatendo temas políticos como se fossem novela. Não precisa gostar, não precisa aceitar, nem mesmo respeitar, mas ao menos precisa de inteligência pra olhar a política.

                    Vejamos a discussão atual: Não voto porque é a favor do aborto... Não voto porque é contra o aborto... Não voto porque é comunista (Me expliquem onde existem comunistas no mundo, quem dirá no Brasil)... Não voto porque é do partido da Ditadura... Não se analisam propostas, nem ao menos caráter, mas sim posições puramente filosóficas, religiosas, demagógicas e outras posições sem nenhuma lógica ou coerência.

                    Não entendo como o povo se limita a indagações tão caóticas quanto as que vejo no dia-a-dia. É temeroso acreditar que o futuro do país está em mãos que nem mesmo sabem pra que servem os cargos políticos, e quando sabem não entendem a importância do processo. Será que nunca teremos um processo eleitoral melhor, mais transparente, mais limpo? São pessoas de todos os lados: falando, contestando, julgando, mas todos sem fundamento, e é isso que me frustra. Se ao menos tivéssemos um povo mais presente, cidadãos de pé no chão e cabeça no lugar... Ao invés disso partidos viram associações criminosas e pessoas de bem se corrompem pelo poder, pelo dinheiro, que sempre vai mais fácil do que entra.

                    Não sou A, nem B... Nem pássaro, nem operário, como muita gente que conheço. Mesmo assim, muita gente resolveu tomar partido, mas a maioria não sabe o que propaga, dizendo apenas o que ouviu dizer. Isso já virou uma guerra de telefone sem fio, onde pessoas despreparadas, ignorantes e muitas vezes alienadas passaram a defender um ou outro, mas sem conhecimento de causa... Sem ao menos conhecimento de história, o que é mais grave.

                    Não imagino um mundo melhor, por mais que eu tente construí-lo... Mas espero um mundo mais inteligente, mais centrado e mais sensível às reais necessidades de mudança. Chega de tanta gente batendo no peito e se achando mais, se achando muito... Quero pessoas que gritem seu nome, sem medo de tomar partido, desde que seja consciente. De gente morna, ignorante e medroza esse país já está cheio. É de pessoas humanas que o Brasil precisa, pois pra “seres” (des)humanos não há mais vagas.

“Acorda Brasil!
Acorda que ainda dá tempo...”

terça-feira, 6 de abril de 2010

As Vezes, um Sorriso Basta…

sorria

                    Que a vida não é tão fácil quanto parece todo mundo sabe, mas todos devem concordar que difícil não é viver, difícil é ser gente… Digo isso pela dificuldade de ser um bom amigo, principalmente se tentamos, de todas as formas, agradar determinada pessoa, quando na verdade apenas um sorriso já seria suficiente. Ser gente não é ser amigo, eu sei disso, mas este é apenas um sinal de que estamos vivendo de forma errada.

                    Muito se fala na necessidade de sermos melhores, seja como pessoa, como profissional, como amigo, irmão, filho, pai, cristão, enfim… Ninguém fala que precisamos ser gente, o que pra mim é uma grande falta de bom senso, mesmo porque, não se pode melhorar aquilo que não existe. Para sermos melhores nos aspectos que mencionei, primeiramente precisamos “ser” alguma coisa, o que não vem acontecendo. Provavelmente poucos entendam, concordem ou aceitem esse texto, mas ele é reflexo de experiências vividas ao longo dos anos e que determina como o ser humano deixou de ser humano.

                   
Ser gente, pra mim, é ser humano… É ser profissional em todas as atividades do dia-a-dia. É ser pessoa, quando tudo te leva a agir irracionalmente. É ser pai, sem ao menos ter filhos e ser amigo mesmo quando isso implique em deixarmos de ser nós mesmos. É ser família quando se está sozinho e ser cristão mesmo sem ter família. É ser pai do amigo, irmão do filho, funcionário de Deus e crente no trabalho. Ser gente é ser humano, com alma, sentimentos e desencontros, mas não se esquecer disso. Ser gente é ter misericórdia, piedade, compaixão, compromisso, fidelidade, fé, união e Amor…


Ser gente é ser o próprio amor…

                    Ora… Se Deus é amor e ele vive em nós, sejamos nós o Amor de Deus diante das coisas. As vezes, um sorriso basta para demonstrar esse amor… Não precisamos mais que um singelo movimento de lábios pra por abaixo tudo que contradiz o ser humano. É esta força escondida em nós que nos torna gente, que nos torna mais humanos e que faz de nós mais felizes ao longo dos dias. É isso que falta para nos tornarmos naquilo que assumimos quando viemos a esse mundo…
sorria013

Pra nos

tornarmos

gente…

só falta o Amor!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Aos Heróis do Meu Tempo...


Ao acaso, deparo-me com toda essa incoerência que nos rodeia e me pergunto onde estão os super-heróis de nosso tempo... Dia após dia nos vemos mais dependentes dessa figura isenta de personalidade, mas repleta de capacidades sobrehumanas... Não conseguimos definir um perfil, ou mesmo ou rosto para estes destemidos heróis, que tendem a se renovar com o passar das gerações, mas todos nós sabemos que eles devem ser dotados daquilo que não se encontra no homem comum, como por exemplo o amor ao próximo, senso de justiça, comprometimento com as causas sociais, vontade de mudar o mundo, etc.. De qualquer forma, buscamos modelos surreais sobre a ótica do mundo atual, justamente pela inexistência de valores morais contundentes e maciços.



Eu falo do mundo em que vivemos, ou melhor, que sobrevive a nós. É gritante a falta de práticas relevantes para manutenção da vida, bem como é latente o despropósito com que o “ser” humano conduz suas ações neste globo. Não consigo entender o sentido de algumas coisas, como porque não ratificar um tratado como o de Kyoto ou o Tribunal Penal Internacional. Não consigo entender, por exemplo, porque a igreja é tão forte e ao mesmo tempo tão fraca... Não consigo entender como num país como o nosso há tanta gente passando fome. Não consigo achar explicação pra muitas coisas grandes, mas ao mesmo tempo tão pequenas diante do poder que possuímos. Da mesma forma, não consigo achar explicações para quem nega um pedaço de pão, para quem não oferece seu lugar num ônibus ou para quem sequer tem a decência de assumir um erro.


É nesse cenário que a figura irrefragável do Super-Herói se cria. São homens e mulheres que se destacam por suas atitudes inovadoras, destemidas e extremamente desvairadas. Estes papéis são exercidos por pessoas com capacidades além daquelas que nascem com o ser-humano, privilégio de poucos. O Super-Herói do meu tempo não usa máscara, mas ninguém o enxerga quando não está a fazer uma atitude nobre. Ele, ou ela, não veste capa, nem pode voar, mas suas atitudes são dotadas de tanta coragem que, se repararmos bem, podemos ver que ele está num plano acima do nosso. Não tem visão de raio-x, mas enxerga longe, principalmente quando longe está alguém precisando de ajuda.


Como diria Jorge Versillo: “hoje o herói aguenta o peso das compras do mês...” E é sob este prisma que quero detalhar o herói do meu tempo. Vejo um herói em cada pai ou mãe de família que ganha pouco, mas que não deixa que isso destrua a felicidade de seus filhos. Vejo um super-herói em cada mãe e pai solteiros que batalham pela vitória de sua prole. O Herói do meu tempo está nas casas, nas empresas, nas igrejas e naus ruas, eles pagam impostos, além de matar um leão por dia.


Não me cabe julgar os vilões de meu tempo, por isso prometo não falar de política, roubalheira, criminalidade, ou correlatos... Mas, sobretudo, quero ressaltar a existência de pessoas que ainda lutam contra tudo isso. Todo super-herói depende de seu arqui-inimigo, pois um justifica a existência do outro. O que pretendo aqui é ressaltar a possibilidade de superação humana, que nos leva a criação destes personagens que estão muito mais próximos do que realmente imaginamos. O super-herói do meu tempo vive em mim, no meu vizinho, amigo, etc.. Ele se forma após um muito obrigado bem ofertado... Ele se fortalece nas pequenas atitudes, que não estão ligadas a lutar contra o crime, mas contra o preconceito, contra o comodismo e contra velhos paradigmas, capazes de tornar esse mundo menor do que relamente é...


O super-herói do meu tempo vive em nós, e não precisa de super-poderes para ser super, assim como não precisa de fama para ser herói, basta coragem, amor e um pouquinho só de comprometimento com a vida...
QUINCA