Blog do Quinca

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domingo, 27 de novembro de 2011

O HOMEM POR TRÁS DO MENINO...

Chega um dia em que olhamos para trás e descobrimos que tudo foi bem pouco e que o pouco foi praticamente nada. É como se tudo o que realizamos significasse bem menos do que todo o valor que dedicamos a isso. É como se muito do que fizemos tivesse ficado inacabado, sem solução ou sem um fim. É como se todas as noites não tivessem terminado. Como se não houvesse alvorada...

Sem ter certeza de que a verdade era realmente certa, e ainda desconfiado de que o erro na verdade não existisse, tentei conter-me... Em vão, sem teogonia e sem um mísero vestígio de que um dia eu estivesse certo. Sem sinal algum de que minha verdade era correta, já que o erro sempre havia me perseguido.

Num único suspiro me encontrei quando ainda não havia me perdido. Estava eu desnudo de maldades, ao revés do acaso e numa época que em nada me era familiar. Era eu, quando somente eu era suficiente. Um menino vadio, sem um trocado sequer. Sem a malícia que mais tarde me faria companhia... Sem o medo que um dia tomaria conta de mim.

Os únicos atos que reconheci foram aqueles que me atormentam até hoje... E como se nada mais importasse, nem mesmo a felicidade, o universo me tomou pelos braços e me colocou de fronte a tudo e a todos. Cada sorriso extraído sem responsabilidade, cada lágrima arrancada sem merecimento e todos os sonhos mumificados pelo olhar imaturo de um parvo sem consciência... Tudo isso conduzia minha alma a um arrependimento voraz, sincero, tímido e retraído. Era como se o pedido de perdão saísse mudo de minha boca, mesmo que meu espírito gritasse dentro de mim...

Chega um dia... Um dia após o anterior! Acordo. Sem jeito, sem graça e ainda cansado da epifania recebida tento solidificar o que minha alma gritou incessante. Em vão novamente me aquieto. Sou pequeno demais... Covarde demais... Então eu volto a dormir!


Americana, 28 de Novembro de 2011.

QUINCA

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um pouco "de Eu"...

 
Um pouco mais de mim, e eu seria nada... Nada mal pensar assim, já que tanto faz ser escudo ou ser espada, ser partida ou ser chegada, ser tudo quando tudo é nada. A essência das coisas somente nos muda por dentro, como se dentro não houvesse nada. Real é saber quem sou eu, ainda que isso não leve a nada.


Um pouco mais de mim e eu seria nada do que eu era antes. O mundo é um pedaço de pano que jogado ao vento segue sua trajetória. Indiscutível a necessidade nossa de ser mais... Mas o quê? Ser mais que os outros não é necessariamente ser mais. Às vezes, a comparação com o mundo pode ser menos, muito menos do que eu realmente posso. Quando se trata de nós o “eu” é sem razão...


Um pouco mais de nada e eu seria eu! Seria a mesma causa, o mesmo desatino acelerado em forma de limbo. Ainda que o Olimpo fosse certo, é certo que não haveria um manto limpo, que cobrisse com alvura nossas incertezas. Não quero Glórias incertas ou certas inglórias. Eu quero um pedaço de mim que me faz eu. Eu quero  aquilo que não se espera de ninguém...


Um pouco de mais e mais nada seria eu. Tanto pra tão pouco, e o que espero não virá a cavalo, nem tampouco de metrô. Espero a vida que só se inicia na caminhada, pois felicidade é vida. Quem sabe assim o "Eu" se espelha em mim... Pois aí o outro continuará sendo um terceiro.
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

POEMA DE DESPEDIDA

Bom… Resolvi postar esse poema porque, apesar de antiguinho, ele tem se mostrado um tanto quanto atual. Acho que expressa bem um novo velho momento! Espero que gostem… Abraços!


O amor não é perfeito
A vida é declínea
E o mortuário vem mais cedo
Para aqueles que sabem amar
Talvez o mundo ainda desconheça
As boas sementes
O bom terreno
E o fertilizante
Que fará crescer os bons frutos
Provindos do amor.

Mas agora vejo
Os olhos que eram cegos
Á verdade se abriram
De que me vale esta vida
Miserável e aflita,
Indigna, comuníssima?
Se os homens, a cada dia,
Tornam-se mais egocêntricos
Eu que vivi para os outros viverem.
Nesta vida só servi.
E o que ganhei!?
Noites de insônia
Por esta vida errônea.

Mas agora chega!
Sonhos nunca mais
Planos? Plano funerário
Para sepultar meus sonhos,
Um lado (Emocional)
Que está por perecer.
Para o enterro de minhas poesias,
Fruto de sonhos que não mais terei.
E a sepultura não virá a mim
Pois este corpo que me sustenta
Tornou-se um jazigo há vários anos
Jazigo de meu coração e de minha alma.

Despeço-me da vida hoje,
Limeira, 01 de maio de 2002.
Deixando como herança
A alegria - meu canto,
As poesias - meu encanto.
Espero que isso seja útil
Para jovens que, como eu,
Têm existência inútil.

Acaba de ser sepultado
Quinca,
Mais uma marionete
Que se enforcou com seus barbantes.

Limeira, Maio de 2002.
QUINCA

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sentimentos de Um Poeta

Meu povo e minha pova... Rsssss
É com Alegria que volto a postar alguma coisa, nem que seja um poema antigo!! Rsssss

Espero que gostem, apesar de já ser um velho conhecido... Hehehehe!!!
Abraços a Todos!!!


SENTIMENTOS DE UM POETA


Em cada verso, meus sentimentos resplandecem
Em cada rima, revelo uma emoção
Em cada estrofe, histórias me aparecem
E uma delas, revivo nesta canção.

Num mundo de hipocrisias
Onde pouco se vive com filosofias
Há aqueles que vivem das poesias.

“Caretas e loucos” são do que nos chamam
Só por expormos sentimentos poéticos
Mas loucos são os caretas que não amam
E por serem tão ignorantes, tornam-se patéticos.

Nesse mundo de tanta hipocrisia
Não se formam idéias de filantropia
E as poesias vão se tornando utopia.

Mas infelizmente, é essa nossa cultura
Imunda, ferida, a ponto de padecer
Complexa de uma sabedoria obscura
Reflexo de um ridículo modo de viver.

Mas esse mundo de hipocrisias
É formado de idéias em harmonia
Revelando que as poesias são utopia.



Limeira, dezembro de 2000.


 
QUINCA
 


segunda-feira, 26 de abril de 2010

De Tudo um Pouco, mas Pouco do Muito que Espero...



               De um verso inanimado, reanimo as virtudes de um novo começo... É a vida por traz da morte, o prazer por meio da sorte e o canto fulgaz de quem é forte. Minhas maneiras de ver o mundo, mil maneiras por sinal, me recolocam a frente de mim mesmo, onvindo de tudo um pouco, mas pouco do muito que espero...

               Sem voz, me via assustado e incoerentemente gritando, porém só. Era uma época cinza de maus tempos e com poucas atitudes. Num súbito suspiro sincero, revejo as formas que me puseram abaixo num piscar de olhos. Estas formas desvairadas foram capazes de me remeter a alguem desconhecido, cuja saudade é mínima. Fui um pouco feliz em todos os aspectos, mas pouco feliz do muito que espero pra mim...

               Um ser apático, metódico e pouco sociável... Achei duras as minha lamúrias, mas gélidas as minhas vontades nesse lúgubre período de tempo. Não havia em mim uma molécula sequer que não buscasse outra forma de viver. Foi muito do pouco tempo que tive, mas pouco do muito tempo que espero ter...

               Busco agora um novo instante, uma nova forma e um novo ser. Alguém capaz de inovar paulatinamente numa vida repleta de velhos vícios e incertezas. As animosidades, antes etéreas, agora se transformam em pequenos paradigmas prestes a deixarem de existir... Percorro um simples caminho, o da certeza... da realidade absoluta e paupável, deixando de lado aquela longa e abstrata auto-estrada das quimeras. Tenho de tudo um pouco, mas pouco do muito que preciso!!!

               Sem demagogia, despeito ou vaidades, procuro vicissitudes que serão capazes de trazer a este ser errante, e inconsistente, os anseios necessário pra continuar tentando. Confundo-me no deleite de meus versos, haja vista esta busca irrefragável por um novo Quinca... Um novo alguém capaz de lutar pelo esquecimento de tudo um pouco, nem que seja pouco do muito que desdenho...

Adormeço sem jeito, tal qual um despeito daquilo que aceito... É um novo preceito para quem desconhece o que deixou de ser feito...


São versos insanos estes... Mas traduzem de Tudo um Pouco, ainda que seja um Pouco do Muito que tenho...



Limeira, 27 de Abril de 2010.


Quinca