Blog do Quinca

segunda-feira, 26 de abril de 2010

De Tudo um Pouco, mas Pouco do Muito que Espero...



               De um verso inanimado, reanimo as virtudes de um novo começo... É a vida por traz da morte, o prazer por meio da sorte e o canto fulgaz de quem é forte. Minhas maneiras de ver o mundo, mil maneiras por sinal, me recolocam a frente de mim mesmo, onvindo de tudo um pouco, mas pouco do muito que espero...

               Sem voz, me via assustado e incoerentemente gritando, porém só. Era uma época cinza de maus tempos e com poucas atitudes. Num súbito suspiro sincero, revejo as formas que me puseram abaixo num piscar de olhos. Estas formas desvairadas foram capazes de me remeter a alguem desconhecido, cuja saudade é mínima. Fui um pouco feliz em todos os aspectos, mas pouco feliz do muito que espero pra mim...

               Um ser apático, metódico e pouco sociável... Achei duras as minha lamúrias, mas gélidas as minhas vontades nesse lúgubre período de tempo. Não havia em mim uma molécula sequer que não buscasse outra forma de viver. Foi muito do pouco tempo que tive, mas pouco do muito tempo que espero ter...

               Busco agora um novo instante, uma nova forma e um novo ser. Alguém capaz de inovar paulatinamente numa vida repleta de velhos vícios e incertezas. As animosidades, antes etéreas, agora se transformam em pequenos paradigmas prestes a deixarem de existir... Percorro um simples caminho, o da certeza... da realidade absoluta e paupável, deixando de lado aquela longa e abstrata auto-estrada das quimeras. Tenho de tudo um pouco, mas pouco do muito que preciso!!!

               Sem demagogia, despeito ou vaidades, procuro vicissitudes que serão capazes de trazer a este ser errante, e inconsistente, os anseios necessário pra continuar tentando. Confundo-me no deleite de meus versos, haja vista esta busca irrefragável por um novo Quinca... Um novo alguém capaz de lutar pelo esquecimento de tudo um pouco, nem que seja pouco do muito que desdenho...

Adormeço sem jeito, tal qual um despeito daquilo que aceito... É um novo preceito para quem desconhece o que deixou de ser feito...


São versos insanos estes... Mas traduzem de Tudo um Pouco, ainda que seja um Pouco do Muito que tenho...



Limeira, 27 de Abril de 2010.


Quinca

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Logo eu to de volta...

       
To meio sumido, eu sei... Muita correria por aqui e pouco tempo para postar novos assuntos... De qualquer forma, logo eu volto e prometo postar com mais frequência...
     
Enquanto isso, deixo a vocês uma musiquinha do Caetano... Rssss... A essa altura não poderia ser outra né!!! Abraços a todos!
     

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Para meus Amigos!!!


A todo momento precisamos fazer escolhas, algumas mais sérias que outras. Foi num desses momentos comuns que decidi buscar novas experiências...

Algumas decisões são mais difíceis para serem tomadas, e mesmo sendo melhores opções, não são dotadas apenas de reflexos bons. Certamente uma das minhas mais recentes decisões já me trazem reflexos não tão positivos. É esta distância entre bons amigos que me entristece, mas ao mesmo tempo me conforta, pois sei que os bons amigos não o deixarão de ser apenas pela distância.

Vou como quem fica... Meu corpo se afasta, mas sorrateiramente meu coração me abandona, motivo que me levou a escrever este post. Ele é apenas uma forma de agradecimento por estes anos de convivência e de paciência. É muito bom sair, mas ficar no coração dos amigos verdadeiros.

Espero ver todos em breve, ainda que a visita também seja breve.

Deixo duas músicas que eu acho fantásticas, sendo a primeira "Eu Quero Apenas" e a segunda "Despedida", ambas do Roberto Carlos, porém no segundo vídeo quem canta e arranja é Pierre Simões, pois é uma dificuldade encontrar um vídeo do Roberto.

Abraços galera!!!
SUCESSO...

Quinca


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quem Acredita Sempre Alcança…



                     As Vezes demora um pouco, a ponto de acharmos que não mais virá, mas quando vem é mágico… Tudo na vida tem seu tempo, e este tempo não pertence a nós, mas certamente alcançamos aquilo que nós precisamos. O que nos falta, ainda, é aceitar que nem tudo que buscamos é uma necessidade para nossa vida, e que existe Alguém pronto para nos dar aquilo que precisamos, nem a mais, nem a menos… É esse dicernimento entre as coisas que precisamos e as coisas que queremos que falta a cada um de nós.

                    Existem momentos em que nos encontramos perdidos… Vejam a complexidade exposta nesta antítese… Se conseguimos parar e analisar que estamos perdidos, isso é um sinal de que nos encontramos. Ora… Se ninguém deseja estar perdido, quando nos vemos nessa situação é que vislumbramos um mundo diferente. Talvez queiramos o mesmo mundo que conhecemos anteriormente, a nossa zona de conforto. Talvez passamos a buscar um mundo novo, diverso de tudo que fizemos um dia. De qualquer forma, o que nós realmente queremos é estar fora daquela situação.

                    O que me faz sentir seguro? Para muitos é a famosa zona de conforto, enquanto para outros segurança tem a ver com liberdade. O que podemos dizer que é comum a todos é o fato de sempre alcançarmos aquilo em que temos fé. Não se alcança o apartamento em Paris, mas a morada Naquele que nos proporciona o mesmo conforto e a segurança de um lar. Isso significa dizer que o tempo das coisas, bem como suas necessidades, é administrado por quem realmente entende de tempo e de necessidade, não competindo a nós determinar quando queremos algo e se aquilo é realmente importante.

                    “Quem acredita sempre alcança…” Esta frase não significa que vamos ter tudo o que queremos, sendo este o entendimento de muitos daqueles que vivem frustrados. Esta frase traduz que se cremos em algo, isto vai se solidificar na medida de nossas ações, mas ao tempo de Deus, não ao nosso tempo. Precisamos buscar… Trabalhar para disponibilizar meios para que as coisas aconteçam, mas não podemos esquecer que nos será dado aquilo que precisamos, somado aquilo que buscarmos… Nem a mais, nem a menos!


Este texto do Amado Nervo, poeta mexicano, traduz em versos o que tentei dizer aqui. O poema, somado à música do Renato Russo, dizem muito sobre algo que não gostamos de aceitar. Falam sobre futuro...


                         EM PAZ – Amado Nervo                                               Mais Uma Vez – Legião Urbana
Próximo do meu acaso eu te agradeço vida.
Porque nunca me deste uma esperança falida,
Ou injustos trabalhos ou pena imerecida.
Pois vejo ao final do meu árduo trajeto
Que do meu destino fui eu mesmo o arquiteto.
E que se mel ou fel nas coisas achei
Foi porque nelas o mel ou o fel eu deixei.
Sempre colhi rosas onde rosas eu plantei.
Certamente, foi muito longo o inverno.
Não me disseste, porém, que maio era eterno.
Achei duras demais as noites de minhas penas,
Mas não me prometeste apenas noites boas.
E em troca tive outras santamente serenas...
Amei, fui amado e o sol acariciou minha face.
Vida, nada me deves! Vida, estamos Em Paz!

Confira o texto original
aqui.